sábado, 3 de dezembro de 2011

"Crónica: A azáfama das compras e o eterno tema do atendimento"

Quando comecei a ler esta crónica...pensei que fossem apenas falar da azáfama das compras do Natal e dos shoppings à pinha...das internas filas para pagar...Quando começo a ler e afinal não sou a única que sou mal atendida em algumas lojas! Onde por vezes entro numa loja e as funcionárias olham-me com cara: o que esta vem aqui fazer? Mas ufaa não sou a única!!! LOLOLOL!


Sim e existem inúmeros clientes que são uns mal dispostos que deixam qualquer pessoa maluca!!! Por isso temos que nos perdoar uns aos outros...mas os clientes simpáticos não tem que pagar pelos clientes mal dispostos e com a mania!

Tem uma semana que estava numa livraria no Norte Shopping...e estava lá uma senhora com alguma idade...ai tão arrogante e tão importante...e que leu A e B...e que percebia de A+C..mas queria trocar...D e que preferia G...mas que ja leu G...mas que o E é que era....e se tinha F de um autor....
Os 7min que lá estive pensei...se eu fosse o funcionário aquela mulher tinha engolido livros...inteiros!!!

E aqui a je...já disse "f...." em frente a um cliente...baixinho..mas já disse! Nem sei se ela ouviu... O sistema estava a bloquear...a cliente à espera...e pronto...saiu! é o que acontece quando mudamo-nos para o Porto...porque antes não dizia palavrão nenhum!


E como gostei do que li e identifiquei-me...tive que copiar!
Peço desculpa à autora...mas há coisas assim! :)


Crónica: A azáfama das compras e o eterno tema do atendimento


Apesar das dificuldades, os portugueses esforçam-se por continuar a cumprir os rituais da quadra Natalícia: o das compras de Natal é um deles, ao qual se associa a questão do atendimento.
O bom atendimento não deve estar associado a um certo padrão de lojas, ditas de elevada qualidade. Enquanto clientes, todos nós merecemos um tratamento e um atendimento rigoroso, atencioso e de qualidade.
A par com as questões financeiras, o país tem uma taxa altíssima de desemprego. Contudo, todos observamos, em maior ou menor percentagem, em qualquer sector, funcionários totalmente despreocupados com a manutenção do posto de trabalho. Alguns exemplos: uns ignoram a entrada de clientes, outros esquecem o momento do acolhimento, alguns olham-nos com tal agressividade que até temos medo de fazer uma pergunta.
Na passada semana vivi um momento insólito, ao balcão de um Banco. O funcionário atendia-me, contrariado certamente, falava ao telefone com a mulher sobre a suposta varicela da família inteira, cumprimentava quem circulava e ainda dava estalidos, passando o ar entre os dentes. Como se isto não fosse suficiente, suspirava e expirava, com a maior naturalidade, um bafo insuportável a álcool! Pergunto: onde está a competência e brio profissional? E a eficiência e a rapidez? Já nem questiono onde estão materializados os valores desta organização…
Noutros casos, também é sabido que, os clientes são de tal forma maçadores que conseguem desassossegar a alma mais pacata! Felizmente, tenho notado um maior interesse e uma maior preocupação em atender bem. Aprecio e fico feliz. Por um lado, existe a necessidade de fechar a “venda” e por outro, a profissão tem-se vindo a especializar e a tornar-se cada vez mais rigorosa. 
Atender é prestar atenção e ter consideração. Disponibilizar-se pouco é, em minha opinião, uma das causas do atendimento de má qualidade. É indiscutível que a excelência no atendimento é um elemento diferenciador num mercado tão competitivo, sendo mesmo imprescindível para alavancar as vendas e, consequentemente, contribuir para a manutenção de certos espaços comerciais. O cliente está mais exigente, as marcas produzem produtos menos diferenciados e comercializam-nos a preços semelhantes. Todos estes factores dificultam a árdua tarefa de fidelização do cliente.
A diferença está nos pormenores: na formação do funcionário, na simpatia com que presta o serviço e na deferência com que atende. Recordo alguns princípios: cumprimentar estabelecendo contacto visual, dar “espaço” e tempo para que se possam conhecer os produtos, disponibilizar-se para ajudar, escutar com interesse e prestar esclarecimentos.
É preciso primar pela diferença ainda que seja com pequenas coisas: um papel de qualidade, um embrulho elegante ou um lacinho diferente. Os clientes observam tudo, desde a prestabilidade do funcionário, à música de fundo, passando pela arrumação e limpeza do espaço.

Susana de Salazar Casanova




Fonte: Sábado

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